Fica aqui, sem te mexeres, e com o dedo esboça no esboça no espaço outra paixão.
Encosta-te ao umbral da casa. Escuta de novo o vento.
A boca é uma asa que virá pousar na tua sede.
E quando atravessares o espelho é possível tocar o desejo. Tornas-te leve. Dissolves-te na aragem destes últimos dias em Lisboa.
E dizes: um dia, quando a paixão nos fugir, em que vazio sem imagens tuas poderei descansar?

Dispersos, Al Berto (via assindeto)